quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mensagem 2: Chegada difícil

Era já 1 da manhã quando o avião da Lufthansa cumpria o horário para a chagada do voo de Frankfurt. Mas, depois do cansaço das quase 17 horas de viagem desde o Porto, ainda faltava mais uma hora e meia para resolver um problema simples: dar entrada num país amigo e recolher a bagagem. Ms a burocracia é mais do que muita e, coisa rara por estes lados, os funcionários mal encarados e sem sequer dizer um simples "boa noite". E digo "coisa rara" pois em qualquer sítio, desde o hotel até à rua, ao serem interpelados, mostram-se agradados por poder ajudar e são simpáticos.
Mas lá acabámos por sair e ainda se seguiram quase trinta minutos para o Aeroporto.
A cidade está deserta ou quase. O trânsito caótico resume-se a meia dúzia de carros.
Mas, por outro lado, evidencia-se uma cidade muito suja com imensas pessoas a dormir no chão,  com um rasto de pobreza extrema.
Casas degradadas estão à vista de todos mas coexistem com modernos prédios de apartamento novos e com boas condições.
O taxista fala-me da atracção que Bombaim provoca em milhões de pessoas que aspiram a algo de melhor: um emprego mais bem remunerado, um nível de vida melhor, um tecto. Mas atrai também investidores que desejam especular e que fazem da construção um mundo de oportunidades.
O sector da construção está em alta. E parece haver espaço para continuar a crescer.

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